terça-feira, outubro 24, 2006

quinta-feira, outubro 12, 2006

segunda-feira, outubro 02, 2006

Piadola da classe


Uma jovem vai ao psicólogo e apresenta o seu problema: "Sr. Doutor, tem que ajudar-me," diz ela. "As coisas chegaram a tal ponto que, sempre que saio com um rapaz interessante, acabo sempre na cama com ele. E depois sinto-me culpada e deprimida durante semanas!". "Estou a ver," diz o psicólogo. "Muito provavelmente, quer a minha ajuda para fortalecer a sua força de vontade e resolver este problema." "Credo, não!" exclamou a rapariga. "Eu quero é que me ajude a não me sentir culpada e deprimida!"

Um sujeito vai ao psicólogo. Na primeira consulta diz, "Tenho um problema. Parece que não consigo fazer amizades. Será que pode ajudar-me, seu parvo?"

Um psicólogo está numa festa a falar com um pequeno grupo de pessoas quando, repentinamente, surge um homem pelas suas costas e lhe bate no ombro. O psicólogo vira-se para trás e o sujeito derruba-o. O psicólogo levanta-se, compõe-se, vira-se para o grupo e diz: "O problema é dele."

Bem-vindo à Linha Telefónica de Psicologia!
Se é obsessivo-compulsivo, por favor carregue no 1 repetidamente.
Se é dependente, por favor peça a alguém para carregar no 2.
Se tem múltiplas personalidades, por favor carregue no 3, 4, 5, e 6.
Se é paranóico-delirante, sabemos quem você é o que quer. Por favor mantenha-se em linha para que possamos identificar a chamada.
Se é esquizofrénico, oiça com atenção e uma pequena voz dir-lhe-á em que número carregar.
Se está deprimido, não interessa em qual número carregar. Ninguém responderá.
Se está delirante e ocasionalmente tem alucinações, por favor esteja consciente de que a coisa em que está a segurar junto à sua cabeça está viva e prestes a morder-lhe a orelha.

Após o cliente se sentar confortavelmente no sofá, o psicólogo começa a consulta, "Não estou por dentro do seu problema" diz o psicólogo. "Portanto, talvez fosse bom começarmos pelo início." "Claro." Responde o cliente. "No início, criei os Céus e a Terra..."

terça-feira, setembro 26, 2006

Exmos Senhores Líderes Islâmicos

Escrevo-vos na condição de cidadão do mundo. O choque cultural a que foram e, presentemente, estão sujeitos, baseado numa reordenação geopolítica do Médio Oriente postulada maioritariamente por sucessivas administrações governamentais americanas, é, para vós, uma causa justa de defesa da própria cultura. Durante muitos anos e até presentemente se confunde libertação com aculturação nas intervenções que se fazem nesta parte do mundo. O modo como, na minha opinião, devem combater este fenómeno prende-se com a dissolução da generalização de que o terrorismo é o Islão, evitando o tomar da parte pelo todo, "combatendo" no Ocidente não esclarecido a crença errada de que os islâmicos são potenciais terroristas, cada um uma arma latente à espera do despoletar do chamamento para a "Jihad". Penso que, entre os elementos esclarecidos deste credo, esta área assume-se como primordial em termos de intervenção face ao Ocidente.
Ora, a resposta (em muitos casos governamental) que muitos líderes efectuaram face às declarações do Papa Bento XVI levaram-nos no sentido oposto deste falado anteriormente. O legado deixado pelo Papa João Paulo II, em termos do diálogo Ecuménico, é inequívoco e incontornável. Usou-se o discurso Papal como mais uma oportunidade de vincar ainda mais as diferenças entre Ocidente e Médio Oriente. Qualquer pessoa que acompanhe o evoluir dos acontecimentos dentro da Cúria Romana sabe que este pontíficado não entrará em cisão com o anterior e que se assume como um pontíficado de transição e continuidade.
Relativamente ao Papa, relembrando que vos escrevo como cidadão do mundo e não como religioso, devo dizer que foi ingénuo num ponto em que não o pode ser. A sua ingenuidade processou-se ao nível da distinção de papéis entre o de Professor e o de Papa. Quando Ratzinger fez as declarações estava a discursar numa faculdade na sua terra natal (salvo erro). O seu discurso é, claramente, o discurso de um tutor e teólogo e o seu erro foi o de citar uma parte de um diálogo entre Imperador Bizantino e estudioso Persa sobre religião e violência. Claramente esqueceu-se que as vestes Papais não se despem a partir do momento em que se vestem pela primeira vez. É um cargo que obecede, como tantos outros cargos de tão grande exposição, a um controlo acentuado ao nível das declarações que se fazem. Controlo esse que não existiu.A política do Vaticano, desde uma certa altura, é uma política de paz e diálogo e não o contrário. Se esperam ver a figura Papal ao lado dos "cruzados Ocidentais" enganam-se, porque isso não irá acontecer. Como, aliás, ficou provado pela "ofensiva" diplomática por ele desencadeada. Apostem na educação do povo islâmico no sentido da dignificação da sua religião e não caiam no erro de, através da retaliação às declarações do Papa, confirmar o que o mesmo disse.
Sem outro assunto de momento e agradecendo, desde já, a atenção
Foka_bock

terça-feira, setembro 19, 2006

Mais vale dormir ou trabalhar

O estado das manhãs televisivas em Portugal. Sentem esse arrepio que sobe pelas costas acima? A sua razão baseia-se na imagem residual, presente nos vossos cérebrozinhos, de um Jorge Gabriel ou de um Manuel Luís Goucha saído do armário. Claro que algumas mentes imaginam o mesmo Manuel Luís Goucha mas com um rolo da massa espetado no cú... bom, sobre isso falarei noutro post. Não posso deixar de comunicar o meu profundo pesar pela morte da qualidade no horário matinal na televisão nacional. Hoje surgiu a oportunidade de visionar, por alto (de outra forma teria atrofiado os meus neurónios já de si confusos), os 3 programas oferecidos no horário mencionado. Por onde poderei começar???? No primeiro canal deparei-me com um Jorge Gabriel "igual a si mesmo", o maior lambe-botas da televisão Portuguesa, parvo nas intervenções que faz e com a ideia, incutida por alguém, penso eu, que tem muita piada e que provoca surtos de risos nos seus espectadores. Ridículo! Nem vou mencionar a sua companheira, Sónia qualquer coisa... talvez importe dizer que deve ter subido "a pulso" neste mundo que apenas privilegia quem tem, não talento, mas os conhecimentos certos.

A sic... um espectáculo de comiseração humana, talvez "O" espectáculo de comiseração humana. À frente da camera uma apresentadora de olhos embargados pela dor e uma ou, nos dias bons, duas criancinhas deficientes. Pronto, temos programa até à uma da tarde! Querem que aponte o dedo ao principal responsável pela depressão generalizada no nosso País? FÁTIMA LOPES! Obrigado por isso Fátima... À medida que enfiam uma estrutura metálica nas perninhas da criancinha de modo a poder, dali em diante, usar a casa-de-banho sozinha (Fátima Lopes verte uma ou outra lágrima a bem das audiências), caminhamos no fim do programa para uma rubrica intitulada "Tertúlia Côr-De-Rosa", que, por acaso ou nem por isso, é a côr preferida de um dos seus participantes: Cláudio Ramos. Meus amigos, não se enganem, aquela gente faz vida daquilo... é um selo de ouro no fim do programa. Só falam merda, atrás de merda, atrás de merda, mas com convicção e profissionalismo, que é o que assusta... eles falam a sério. Ridículo! Além do gajo ventríloquo, o do pato...

E a TVI... a TVI, um rabiló recalcado junta-se a uma saloia lá da santa terrinha com um riso capaz de partir o vidro mais resistente. Uma fortuna em isolamentos de cortiça no estúdio. Pelos vistos ainda há empresas em Portugal que não implementam cortes orçamentais. A isto junta-se uma Lili Caneças a "bitaitar" sobre as declarações recentes do Papa... medíocre! A análise filosófica surge, melhor do que a de Nietzsche: Deus está, realmente, morto... porque não fulminou, de imediato e em directo, a loura de 345 anos de idade (mas com uma pele de 157).

Bottom line: Ridículo... e acho que acordei um bocado irritado.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Um sonho de saudade

Há várias características intrínsecas ao povo do meu País. A sua integração no estado de espírito geral das pessoas que o habitam e vivem nem sempre é positiva, no entanto o sonho e a saudade fazem parte do inconsciente colectivo Português, resultando, também, na fertilidade da arte e são, indubitavelmente, riquezas culturais incrustadas em nós.

Afinal, foi o sonho que levou os Portugueses à formação de um império onde o Sol nunca se punha (falando do sonho e integrando o saudosismo, vêem como é inevitável), "a vislumbrar um destino que não cabe na terra-mãe"(M.A.F.). Foi o sonho que comandou a vida, quando se revelava o único plano de verdadeira liberdade... concretizada mais tarde. O sonho pode, realmente, ser o plano experimentalista necessário à consequente acção.

"O MEU PASSADO É TUDO QUANTO NÃO CONSEGUI SER. NEM AS SENSAÇÕES DE MOMENTOS IDOS ME SÃO SAUDOSAS: O QUE SE SENTE EXIGE O MOMENTO; PASSADO ESTE HÁ UM VIRAR DE PÁGINA E A HISTÓRIA CONTINUA, MAS NÃO O TEXTO". Fernando Pessoa

São estes conceitos que me fascinam e continuarão a fascinar no imaginário Português. A saudade que o fadista traz na voz embargada... "nos lábios a queimar de beijos, que beijam o ar e mais nada...", nesta placa de rua, entre roupas e uma bandeira...

A saudade que se faz sentir nos pequenos movimentos de alguém, acender um cigarro, levantar-se para ir ao banho na praia... A saudade que inspira à poesia de quem teve e agora, ainda que momentaneamente, não tem, a saudade portuguesa no geral e minha em particular...

quarta-feira, setembro 13, 2006

"o mundo inteiro cabe numa cidade"

Na cidade encontro paz... uma paz de cimento, de grandeza, uma "janela indiscreta" para as vidas que me rodeiam... aki fica a minha cidade:


terça-feira, setembro 12, 2006

Ai Verão que já lá vais...

Acordar às tantas e cambalear até à praia, sempre em frente em direcção à aspirina (mergulho nas águas fresquinhas); a praia pejada de corpos amorfos, em estilo "Hospital de Campanha", e uma ou outra fétida necessidade biológica (cortesia do Antónis); a eficiência da Mónica (e ficamos por aki) na apressada corrida que traz as coca-colas... com gelo e limão, bem entendido; a imperial de fim de tarde que em dois golos desaparece para mal dos fígados e carteiras de quem a procura; noite, copos, "same drill"... pó ano há mais! A boa notícia: de volta às arenas.

segunda-feira, julho 24, 2006

Vila


Escrevia eu em 19 de Dezembro de 2001: "Preciso Dela... preciso do ar puro que nos penetra no instante em que saimos prá rua, preciso daquele mar revolto que mais se assemelha a um espelho reflectindo o que se passa em mim. Preciso do vento que nos despenteia e nos percorre o corpo, despertando pequenos arrepios aqui e ali. (...) Preciso das pessoas que deambulam sem rumo pela calçada escorregadia. Preciso da minha Terra! (...) Preciso de respirá-La, de senti-La, de tocá-La, de vivê-La."

Ó Terra, que me desperta sensações viscerais de prazer... ó amigos, que fazem disso um ritual inadiável, incontornável... que me desculpem os outros, não o faço por mal... mas não lhe consigo fugir.

P.S. Foto de João Maria, também ela com uma história própria...

sexta-feira, julho 21, 2006

Recordar é viver...

Para aqueles que se lembram de uma aparição de um dia só... mas proveitosa! Falo do Dia em que conhecemos Hagar, o Viking

quinta-feira, julho 06, 2006

Adeus Final...

Num jogo em tudo diferente dos jogos da Selecção que eu conhecia, antes de Scolari, lutámos e perdemos... com o árbitro a assumir um destaque indesejado.

Mais uma vitória moral para Portugal... não chega!

segunda-feira, julho 03, 2006

Olá Meias...

Mais um jogo, mais 120 minutos de sofrimento, fora os penaltis...
Mais uma vez ADEUS INGLATERRA! Festejámos, bebemos e, acreditem ou não, até jogámos durante a noite...

Até os comemos carago!

Venham os Franciús...

quarta-feira, junho 28, 2006

Olá Quartos...

A partir da Fase de Grupos, deixarei um post por cada derrota infligida aos adversários que vão aparecendo pelo caminho. Foi a vez da Holanda, tiveram de provar o acre gosto da chuteira do Maniche... outra vez, eheheh
Bora Portugal... agora são os bifes...

quinta-feira, junho 22, 2006

O outro código de Da Vinci

Estava eu na minha leitura egoísta trimestral, quando me deparo com um artigo de Henrique Cayatte que nos fala de um outro código de Da Vinci, nascido antes do best-seller. Fala-nos de uma tese e de um erro. A tese é de Freud. O erro também.

Freud interessava-se pela análise das obras de vários "génios", entre os quais Miguel Ângelo, Dostoievski, Goethe e Shakespeare. Para Freud era impossivel descodificar uma obra de arte sem a psicanálise, que encarava como ferramenta para a sua interpretação e para a descoberta dos seus significados.

Numa biografia psicanalítica de 1927, "Un souvenir d'enfance de Léonard de Vinci", o autor já nos fala da fixação de Leonardo na sua mãe e na impossibilidade que ele teria de no-lo comunicar explicitamente, usando para esse fim a sua obra. Esta noção não é nova. Já o próprio "Código de Da Vinci" best-seller usa a presença de elementos íntimos ao autor ocultos dentro da sua obra, à vista de todos, mas escondido das gentes.


Na obra acima exposta, "Sant'Ana, a Virgem e Jesus", arena do embate entre a censura de costumes imposta pela hierarquia católica e a grande vontade de afirmação de uma sensualidade oculta, Freud faz "uma curiosa descoberta de que não se poderá negar o interesse mesmo que não estejamos dispostos a aceitá-la incondicionalmente", nas palavras do fundador da psicanálise.

Esta descoberta fala de um abutre, invertido, escondido nas vestes azuis de Maria. A cauda deste abutre tocaria nos lábios de Jesus e de Maria, leia-se, nos lábios de Leonardo e de sua mãe, com todas as consequências que isso implica em termos da análise da psique do mestre.

Já no seu "Codex Atlanticus", entre outros assuntos, Leonardo fala de algumas recordações de infância, entre as quais menciona uma especial, sobre um pássaro. Escreve Leonardo e Freud traduz: "creio-me destinado a estudar em detalhe o abutre porque, ainda no berço, um abutre voou na minha direcção, abriu-me a boca com a sua cauda e mais do que uma vez me bateu com ela nos meus lábios".


Ora, os Egípcios, nos seus hieróglifos, representavam a mulher como um abutre. Segundo eles, numa dada estação do ano os abutres parariam durante o voo, abririam a sua vagina e seriam fecundados... pelo vento! Lindo! fenómeno análogo ao de Virgem Maria... Agora sim, Freud teria percebido a obra de mestre Leonardo.

No entanto, alguns autores, algum tempo após a publicação deste ensaio, constatam que Freud constrói, sem o saber, a sua tese sobre uma tradução errada da recordação de Leonardo (onde é que já ouvimos esta "sagrada" história?). No texto, exposto anteriormente, o artista nunca tinha falado em abutre (avvoltoio) mas sim num tipo de gavião (nibbio), o que constitui uma machadada rude no ensaio de Freud. A cabeça e o pescoço do gavião deixavam de ter a mesma configuração do perfil do abutre.

E agora as questões pertinentes:

- Desejo tornado realidade por Freud, numa perspectiva "pescadinha de rabo na boca", tão ao jeito do autor e sua teoria?
- Ou, como escreve Klee: "A arte não reproduz o que vemos. Dá-nos é a possibilidade de ver."

Muito bom...

quinta-feira, junho 08, 2006

Mundial 2006


Amanhã começa a competição tão aguardada! No Domingo jogaremos com Angola... Espero grandes jogos de quem tem obrigação de ser uma grande equipa. Força portugal!

quarta-feira, junho 07, 2006

quarta-feira, maio 31, 2006

Rede Record... de asco num só programa!


Não vou comentar a substituição do canal GNT pela rede Record. Vou, isso sim, falar-vos de um programa intitulado "Em que posso te ajudar", da responsabilidade da sobejamente conhecida IURD, em horário compreendido entre a 1h e as 3h da manhã. A ajuda espiritual apregoada pelos pastores deste programa resume-se ao negativismo da doença e da "maldade", razão única dos problemas vividos. Esta intervenção, num país como Portugal, encontra os nutrientes sociais perfeitos ao seu desenvolvimento (disfuncional).

A centração na doença e no problema é de uma acutilância atroz, indo, em tudo, contra os parâmetros de uma psicologia positiva que vários psicólogos, integrados em linhas teóricas especificas nas quais me incluo, tentam apregoar. No início havia necessidade de catalogar a disfuncionalidade, percebê-la, de modo a ajudar quem dela padecia. Hoje em dia, num alargamento da intervenção psicológica, quer-se, também, o estudo da normatividade dos processos, quer eles sejam psicológicos, familiares ou sociais. Claro que as pessoas não são, ou não deveriam ser, o cúmulo da passividade, absorvendo tudo o que lhes é transmitido. No entanto uma transmissão pública exige responsabilidades sociais e intelectuais por parte de quem a faz. Não enganem as pessoas...

Aqui deixo, por isso, o meu grito de revolta contra esses senhores que, em nome de uma espiritualidade maior, "agridem" as pessoas, ainda por cima à vista de todos os que os sintonizarem. Um nojo em termos terapêuticos, asqueroso em termos humanos, hipócrita em termos espirituais... Tenho dito!

terça-feira, maio 30, 2006

Silêncio... morreu um amigo

Joaquim Dias Afonso, um homem de riso fácil, afectuoso e respeitador da liberdade individual de todos, demonstrando-o todos os fins-de-semana no seu estabelecimento apinhado de gentes de todas as idades. Sabia dar-se ao respeito como ninguém, numa perspectiva de "live and let live", como um proprietário octogenário da restauração tão bem deveria fazer... os anos de experiência acumulada resultavam num equilíbrio perfeito entre o contexto pessoal, de amizades sedeadas na sua casa (lá viveu e lá nasceu) e o contexto comercial, de casa aberta ao público. Não tolerava faltas de respeito, nem devia tolerar... nem os seus amigos deixavam que tal acontecesse, arregalando quase imediatamente os olhos quando uma conversa ao balcão subia de tom.

Na sua "casa", na Rua da Misericórdia, nº3, vulgo lebre, recebia dois contextos tão diferentes e de cuja diversidade se alimentava, a casa e respectivo dono. Muitas vezes vi-o a dormitar durante a tarde, lá ao fundo no privado, aproveitando a ajuda pronta de alguns amigos, para (desconfio) apresentar o máximo possível de forças aquando da chegada da sua juventude, nós! O gosto pela sua rede social mais jovem transparecia-lhe nos olhos, nos abraços que não dispensava... Ó Quim, os abraços que me davam a certeza de ter chegado à terrinha nas sextas-feiras de sedes incontroláveis, pela bebida e pela confraternização aí, onde te encontravas... aqueles abraços fortes, que ainda sinto.
Esta relação mantida com os jovens não tinha sentido único. Quero acreditar que também lhe demos muitas alegrias, muita companhia, nas noites frias de Inverno, quando a rua é palco apenas da dança da chuva. Os seus anos, o ano passado, a memória de uma festa que se revelou última, de celebração da sua existência... é verdade Clarinha, ainda bem que a fizemos... Era assim, este amigo que ficará para sempre na memória colectiva de um grupo de pessoas, que será sempre motivo de união nas mesmas, um mesmo carinho pela mesma pessoa, que, após desaparecer, nos une ainda mais neste ponto. Obrigado por isso!

Fica em paz amigo... vou sentir a tua falta...

quarta-feira, maio 24, 2006