quarta-feira, junho 28, 2006

Olá Quartos...

A partir da Fase de Grupos, deixarei um post por cada derrota infligida aos adversários que vão aparecendo pelo caminho. Foi a vez da Holanda, tiveram de provar o acre gosto da chuteira do Maniche... outra vez, eheheh
Bora Portugal... agora são os bifes...

quinta-feira, junho 22, 2006

O outro código de Da Vinci

Estava eu na minha leitura egoísta trimestral, quando me deparo com um artigo de Henrique Cayatte que nos fala de um outro código de Da Vinci, nascido antes do best-seller. Fala-nos de uma tese e de um erro. A tese é de Freud. O erro também.

Freud interessava-se pela análise das obras de vários "génios", entre os quais Miguel Ângelo, Dostoievski, Goethe e Shakespeare. Para Freud era impossivel descodificar uma obra de arte sem a psicanálise, que encarava como ferramenta para a sua interpretação e para a descoberta dos seus significados.

Numa biografia psicanalítica de 1927, "Un souvenir d'enfance de Léonard de Vinci", o autor já nos fala da fixação de Leonardo na sua mãe e na impossibilidade que ele teria de no-lo comunicar explicitamente, usando para esse fim a sua obra. Esta noção não é nova. Já o próprio "Código de Da Vinci" best-seller usa a presença de elementos íntimos ao autor ocultos dentro da sua obra, à vista de todos, mas escondido das gentes.


Na obra acima exposta, "Sant'Ana, a Virgem e Jesus", arena do embate entre a censura de costumes imposta pela hierarquia católica e a grande vontade de afirmação de uma sensualidade oculta, Freud faz "uma curiosa descoberta de que não se poderá negar o interesse mesmo que não estejamos dispostos a aceitá-la incondicionalmente", nas palavras do fundador da psicanálise.

Esta descoberta fala de um abutre, invertido, escondido nas vestes azuis de Maria. A cauda deste abutre tocaria nos lábios de Jesus e de Maria, leia-se, nos lábios de Leonardo e de sua mãe, com todas as consequências que isso implica em termos da análise da psique do mestre.

Já no seu "Codex Atlanticus", entre outros assuntos, Leonardo fala de algumas recordações de infância, entre as quais menciona uma especial, sobre um pássaro. Escreve Leonardo e Freud traduz: "creio-me destinado a estudar em detalhe o abutre porque, ainda no berço, um abutre voou na minha direcção, abriu-me a boca com a sua cauda e mais do que uma vez me bateu com ela nos meus lábios".


Ora, os Egípcios, nos seus hieróglifos, representavam a mulher como um abutre. Segundo eles, numa dada estação do ano os abutres parariam durante o voo, abririam a sua vagina e seriam fecundados... pelo vento! Lindo! fenómeno análogo ao de Virgem Maria... Agora sim, Freud teria percebido a obra de mestre Leonardo.

No entanto, alguns autores, algum tempo após a publicação deste ensaio, constatam que Freud constrói, sem o saber, a sua tese sobre uma tradução errada da recordação de Leonardo (onde é que já ouvimos esta "sagrada" história?). No texto, exposto anteriormente, o artista nunca tinha falado em abutre (avvoltoio) mas sim num tipo de gavião (nibbio), o que constitui uma machadada rude no ensaio de Freud. A cabeça e o pescoço do gavião deixavam de ter a mesma configuração do perfil do abutre.

E agora as questões pertinentes:

- Desejo tornado realidade por Freud, numa perspectiva "pescadinha de rabo na boca", tão ao jeito do autor e sua teoria?
- Ou, como escreve Klee: "A arte não reproduz o que vemos. Dá-nos é a possibilidade de ver."

Muito bom...

quinta-feira, junho 08, 2006

Mundial 2006


Amanhã começa a competição tão aguardada! No Domingo jogaremos com Angola... Espero grandes jogos de quem tem obrigação de ser uma grande equipa. Força portugal!

quarta-feira, junho 07, 2006

quarta-feira, maio 31, 2006

Rede Record... de asco num só programa!


Não vou comentar a substituição do canal GNT pela rede Record. Vou, isso sim, falar-vos de um programa intitulado "Em que posso te ajudar", da responsabilidade da sobejamente conhecida IURD, em horário compreendido entre a 1h e as 3h da manhã. A ajuda espiritual apregoada pelos pastores deste programa resume-se ao negativismo da doença e da "maldade", razão única dos problemas vividos. Esta intervenção, num país como Portugal, encontra os nutrientes sociais perfeitos ao seu desenvolvimento (disfuncional).

A centração na doença e no problema é de uma acutilância atroz, indo, em tudo, contra os parâmetros de uma psicologia positiva que vários psicólogos, integrados em linhas teóricas especificas nas quais me incluo, tentam apregoar. No início havia necessidade de catalogar a disfuncionalidade, percebê-la, de modo a ajudar quem dela padecia. Hoje em dia, num alargamento da intervenção psicológica, quer-se, também, o estudo da normatividade dos processos, quer eles sejam psicológicos, familiares ou sociais. Claro que as pessoas não são, ou não deveriam ser, o cúmulo da passividade, absorvendo tudo o que lhes é transmitido. No entanto uma transmissão pública exige responsabilidades sociais e intelectuais por parte de quem a faz. Não enganem as pessoas...

Aqui deixo, por isso, o meu grito de revolta contra esses senhores que, em nome de uma espiritualidade maior, "agridem" as pessoas, ainda por cima à vista de todos os que os sintonizarem. Um nojo em termos terapêuticos, asqueroso em termos humanos, hipócrita em termos espirituais... Tenho dito!

terça-feira, maio 30, 2006

Silêncio... morreu um amigo

Joaquim Dias Afonso, um homem de riso fácil, afectuoso e respeitador da liberdade individual de todos, demonstrando-o todos os fins-de-semana no seu estabelecimento apinhado de gentes de todas as idades. Sabia dar-se ao respeito como ninguém, numa perspectiva de "live and let live", como um proprietário octogenário da restauração tão bem deveria fazer... os anos de experiência acumulada resultavam num equilíbrio perfeito entre o contexto pessoal, de amizades sedeadas na sua casa (lá viveu e lá nasceu) e o contexto comercial, de casa aberta ao público. Não tolerava faltas de respeito, nem devia tolerar... nem os seus amigos deixavam que tal acontecesse, arregalando quase imediatamente os olhos quando uma conversa ao balcão subia de tom.

Na sua "casa", na Rua da Misericórdia, nº3, vulgo lebre, recebia dois contextos tão diferentes e de cuja diversidade se alimentava, a casa e respectivo dono. Muitas vezes vi-o a dormitar durante a tarde, lá ao fundo no privado, aproveitando a ajuda pronta de alguns amigos, para (desconfio) apresentar o máximo possível de forças aquando da chegada da sua juventude, nós! O gosto pela sua rede social mais jovem transparecia-lhe nos olhos, nos abraços que não dispensava... Ó Quim, os abraços que me davam a certeza de ter chegado à terrinha nas sextas-feiras de sedes incontroláveis, pela bebida e pela confraternização aí, onde te encontravas... aqueles abraços fortes, que ainda sinto.
Esta relação mantida com os jovens não tinha sentido único. Quero acreditar que também lhe demos muitas alegrias, muita companhia, nas noites frias de Inverno, quando a rua é palco apenas da dança da chuva. Os seus anos, o ano passado, a memória de uma festa que se revelou última, de celebração da sua existência... é verdade Clarinha, ainda bem que a fizemos... Era assim, este amigo que ficará para sempre na memória colectiva de um grupo de pessoas, que será sempre motivo de união nas mesmas, um mesmo carinho pela mesma pessoa, que, após desaparecer, nos une ainda mais neste ponto. Obrigado por isso!

Fica em paz amigo... vou sentir a tua falta...

quarta-feira, maio 24, 2006

sexta-feira, maio 19, 2006

Boa publicidade

A intervenção publicitária na área da prevenção, numa série de contextos, atinge melhores resultados se for "chocante". São exemplo disso os contextos rodoviário, tabagista, entre outros, nomeadamente no da prevenção da SIDA, como o demonstram estes dois belos exemplos.

quarta-feira, maio 17, 2006

NÓS em cartoon-report


Vivemos numa sociedade de aparências, de forma em vez de conteúdo. Não podemos fazer muito, além de jogar pelas mesmas regras... senão seríamos o salmão que desce o rio em vez de o subir... não dá!









Exactamente pela forma, pedimos ajuda e chamamos constantemente a atenção, muitas vezes entrando em contradição com o que realmente sentimos, o que não deixa de ser complicado...






Entramos em autofagia. Consumimo-nos a nós próprios para conseguir chegar mais além, nem que seja um dia mais além...









Mas nem tudo é mau! Vivemos numa sociedade bem hierarquizada, na qual todos têm o seu lugar, e bem diferente do que era há uns anos atrás, em constante evolução!




...temos amigos, que nos ajudam a perceber quais as verdadeiras razões da felicidade...











E, além disso, temos as "ferramentas" para ver mais além, é apenas uma questão de tempo até lá chegarmos.

terça-feira, maio 09, 2006

O macho-alfa


Nas vastas planícies urbanas podemos observar este estranho ser, designado macho-α.

O macho-α movimenta-se em grupos de outros machos subordinados, com os quais entra regularmente em lutas, de preferência na presença das fêmeas, que encara como bens consumíveis e descartáveis, uma vez que apenas cede o seu material genético numa única cópula (salvo raras excepções), procurando, de seguida, novas parceiras.

À noite, durante a qual se observa a caçada, o macho-α solta os seus grunhidos de acasalamento podendo-se observar, por vezes, o apanhar de uma fémea, através do posicionamento do seu braço direito à volta do pescoço da mesma, ritual que é acompanhado dos grunhidos referidos anteriormente.

As lutas entre estes animais são violentas, embora quase nunca resultem na morte de um deles. Quando dois machos-α se encontram, iniciam um ritual de medição de forças de modo a evitar o confronto físico, caracterizado pelo inchaço da região peitoral e por frases como: "Olhákele panaleiro!" e "Ainda lhe vou à tromba hoje!". Por vezes observamos, até, estes indivíduos a despirem a t-shirt ou, no caso de camisas, a desapertarem-nas até ao último botão.

Quando a luta é inevitável os machos subordinados ao dominante ajudam-no, na esperança de conquistar uma fêmea que não faça parte dos planos do seu "chefe" de alcateia. Estes fenómenos são frequentes na praia, durante a tarde, e à porta ou, mesmo, dentro das discotecas, à noite.

Facilmente identificamos estes animais no seio dos grupos humanos. Nunca é demais dizer que estes animais são perigosos e devem ser respeitados, podendo-se observá-los, mas nunca alimentá-los ou provocá-los, sob pena de sofrermos ferimentos graves.

Separados à nascença?

Onde está o Foka_bock? (pista: é o único que está disfarçado e com ar de quem não pertence ao grupo)
Clickem na foto que ela amplia um cónhé!

- Foto de 1971, gentilmente cedida pelo Jornal "O Ericeira"

segunda-feira, maio 08, 2006

Baixar as velas



Vem aí borrasca... e é das grandes!

sábado, maio 06, 2006

sexta-feira, maio 05, 2006

A humanidade do acto, noutras galáxias, em tempos imemoriais...

Os suspeitos do costume... em águas de bacalhau


Sacos azuis, apitos dourados, casas pias... Numa altura em que se multiplicavam as aberturas de processos dos chamados "colarinho branco" (sim, porque os crimes já há muito existiam) cheguei a pensar que, finalmente, entrávamos nos eixos em termos da evolução de uma justiça realmente cega e independente. De facto, os índices de corrupção são um instrumento muito eficaz, usado na classificação do desenvolvimento de um país. Se olharmos para África e para a América Lat(r)ina encontramos verdadeiros pardieiros de corrupção, nos quais o dinheiro de muitos acaba nas mãos de alguns. Embora países, na sua maioria, democráticos, são países muito poucos desenvolvidos em termos da regularização dessa democracia.

Mas eis que, quando o Sol fura o manto nebuloso, negro, num iniciar de esperança, os processos que há muito mantêm a impunidade destes crimes fazem com que as nuvens se voltem a fechar... Não deixo de achar, no mínimo, engraçado que a medida designada "Simplex", tida em tão boa conta pelo Governo Sócrates, seja constituída de mais de 300 artigos que entram em vigor para combater a burocracia, principal meio de fuga destes indivíduos criminosos mencionados. Ou seja, combatemos a burocracia com medidas burocráticas. É dificil sair deste sistema que retroage negativamente, porém é necessária a simplificação, não uma nova complicação para simplificar. Aceito que, para os jovens/adultos de meia idade, vários processos se simplifiquem (através de um maior uso da internet, facilidade de resolver problemas sem sair de casa), não acredito, todavia, que a maioria da população beneficie com esta medida, mas isto é outro assunto.

Fátima Felgueiras usa o seu estatuto de candidata autárquica para "congelar o seu processo" (perdoem-me os advogados que lerem isto se cometer algum erro grosseiro), ainda por cima é eleita, assim como Isaltino. Pobres eleitores, de enxada na mão, burrinhos como as casas, porque a Presidente tem o nome da Terra e, embora roube à grande com uma mão, dá umas migalhas com a outra.
O apito dourado, penso que foi arquivado e ficou tudo em águas de bacalhau. O Major, que fez fortuna em África a vender batatas que adquiria a preço zero, uma vez que eram enviadas para uso das tropas, penso que até foi totalmente ilibado. Pinto da Costa mantém-se intocável.
Na Casa Pia, já passou o mediatismo, o que dá alguma margem de manobra para se ir pondo o bacalhau a demolhar... é pena, até o Bibi já faz entrevistas para a TVI, com o à vontade de outros tempos.


É assim a nossa justiça, bem intencionada, coitada, mas forçada a espreitar por trás da venda quando sente uns encontrões dos tubarões deste charco à beira mar plantado!

quinta-feira, maio 04, 2006

E os dias vão passando...















... numa sucessão infindável, sem quebras. Alheios ao mundo que por eles se rege... Vem aí o fds, finalmente!

terça-feira, maio 02, 2006

Happiness in a pill


A todas as esquinas, em todas as ruas espreita uma sociedade de consumo, fácil, descartável, na qual as peças trocidadas pela própria máquina são facilmente substituídas por novos e melhores elementos. É assustador, não é?
Tenhamos em conta a saúde mental. De que maneira este modo de pensar influencia os métodos de "correcção" dos pensamentos desadaptativos, actualmente?

Em 1952 inicia-se a psicofarmacologia moderna com a introdução da Cloropromazina. Laborit utilizou-a com a Prometazina e a Morfina, constituindo um cocktail a que chamou lítico, usado para induzir hibernações artificiais. A partir desta data inicia-se uma vertente da saúde mental que viria a ter o seu auge (pelo menos até à data) no presente período da história da sociedade.
Inicialmente, o uso dos psicofármacos constituíu um novo gesto libertador, tal como o de Pinel no século XVIII que teve a coragem de libertar os "loucos " das correntes que os prendiam, afirmando a sua inofensividade na maior parte dos casos, assim como a sua condição de seres humanos. Numa perspectiva de fuga ao hospitalismo, do qual derivavam muitos dos sintomas mentais das doenças (pelas fracas e brutais terapias que se aplicavam), os psicofármacos começam a ser amplamente utilizados em variadíssimos quadros clínicos, acompanhando o desenvolvimento de ciências como a farmacologia, bioquímica e neurofisiologia, entre outras. Nesta perspectiva, a intenção parece-nos a melhor, no entanto, paradoxalmente a filosofia por trás desta corrente prende-se com a tentativa de tornar o doente mental menos alienado, mais humano, mais próximo de nós... esta preocupação com a normalidade, enquanto distribuição média dos comportamentos numa população, muitas vezes abafava aquilo que, de facto, se poderia considerar ajuda psicológica. Ou seja, não estávamos a ajudar os doentes mentais a melhorar a sua qualidade de vida, estavamos a torná-los "um de nós", eliminando os seus sintomas pouco "normais".

A título de curiosidade posso mencionar algumas das terapias utilizadas (algumas, incrivelmente, ainda hoje em dia):

- Insulinoterapia - O objectivo desta terapia é induzir um coma hipoglicémico (cerca de 1 hora), após o qual se administra uma solução açucarada (sonda nasal ou via intravenosa). Este método trataria esquizofrenias hebefrénicas (as piorzinhas), confusão mental, depressões atípicas e delírios crónicos. Como contra-indicações absolutas e relativas apareciam (claro) patologias cardíacas (valvulares, coronárias, miocardites, hipertensão arterial, arteriosclerose), diabetes, hipertiroidismo, insuficiências renais e hepáticas, entre outras.

- Electroconvulsivoterapia - Este métodos, mais conhecido como "terapia de choque", consistia na colocação de eléctrodos, uni ou bilateralmente, que provocavam uma convulsão que deverá ter uma duração mínima de 25 segundos para ser eficaz (Deus Nosso Senhor me livre e guarde de me tornar maluquinho!). Obviamente que, como contra-indicações, aparecem hipertensão intracraneana, insuficiência cardíaca, acidentes vasculares cerebrais, entre muitas outras. este método é usado primordialmente em depressões melancólicas, manias, esquizofrenias e psicoses esquizoafectivas.

Actualmente, o que observamos é um decréscimo nestas terapias (felizmente) e um aumento drástico dos fármacos. As pessoas procuram a solução mais rápida e eficaz... e, de preferência, cujo único trabalho necessário seja encher um copito com água, e eis que surge uma solução instantânea, literalmente. O último grande estudo realizado em Portugal sobre psicoterapias revela que a psicanálise é procurada por 18,1% dos portugueses que recorrem ao apoio psicológico, depois dos 29,4% que optam por terapias cognitivo-comportamentais e longe dos 46,9% que optam por ingerir comprimidos(1).

Não me quero caracterizar como inimigo dos psicofármacos. Apenas quero frizar que o acompanhamento psicológico é fundamental ao equilibrio de qualquer tratamento de qualquer patologia. Hoje-em-dia verificamos esta verdade no seio da classe médica, inclusivamente, através de vários profissionais que começaram a apostar na interdisciplinaridade das equipas, mesmo em quadros clínicos não directamente envolvidos com a saúde mental, como a colocação de bandas gástricas, nos quais o acompanhamento psicológico vai aumentar o bem-estar e resiliência do paciente. É, portanto, indissociável o fármaco do acompanhamento psicoterapêutico, numa relação de dois sentidos, uma vez que permite ao terapeuta um trabalho muito mais frutífero em termos da cessação dos sintomas que dificultam o estabelecimento da relação ou da informação que o paciente revela.
Neste método de colmatação fácil dos sintomas (na nossa sociedade ocidental com maior incidência nos depressivos) os únicos afectados continuam a ser as pessoas que, inconscientemente, fazem uso dos milagrosos comprimidos apenas adiando o negro despertar depressivo. Os profissionais que os prescrevem neste registo hadocrático deviam ler e reler os códigos deontológicos que por aí há e manter-se fiéis ao seu juramento, para não fazerem o velhinho Hipócrates andar às voltas no seu túmulo...
(1)in Visão 27 de Abril a 3 de Maio 2006

sexta-feira, abril 28, 2006

A arena da Blogosfera


"FIGHT!"
Os blogs são espaços de debate previlegiados, principalmente naqueles que, ao contrário deste, se compõem de grupos. Do debate surge a luz. Até aqui estamos de acordo, no entanto, quando as pessoas se conhecem pessoalmente é preciso saber distinguir contextos, uma virtude que parecendo fácil de aplicar, não o é.
Quando comecei a visitar blogs fui advertido várias vezes no sentido de não me dirigir às entidades pelo seu nome verdadeiro, apenas pelo seu "nick", facto que compreendo perfeitamente neste âmbito da distinção de contextos. De facto, muitas pessoas professam opiniões que vão mais no sentido estereotipado da sua personagem do que propriamente de si próprios. Claro que a personagem que escreve nos dá uma protecção indubitável, o que poderá levar a uma maior extroversão das opiniões que realmente têm (as pessoas por trás delas) mas isso são outros carnavais, mais complicados.

Onde quero chegar com esta conversa é à admiração que sinto quando, no calor do confronto blogosférico, se misturam contextos. Claro que, quando penso num ou noutro caso específico, me vem à cabeça o défice social colmatado pela segurança da distância de um computador e da velhinha World Wide Web, mas o verdadeiro problema prende-se com a falta de flexibilidade mental com que as pessoas se deparam.

Por isso penso, tantas ofensas que escrevi sob o manto protector do Foka_bock, sem qualquer intenção de chegar à pessoa por trás do monitor, mas sim ao seu alter-ego informático, para que, muitos respondam à ofensa (com agressividade, ó não se pagasse amor com amor) dirigindo-a ao indivíduo **** ***** ***** (é o meu nome).

Quem quiser pôr o carapuço, que o ponha, ele está no bengaleiro!

quinta-feira, abril 27, 2006

Primeiro de muitos, espero!



Finalmente cá estou eu... numa tentativa de ser ouvido, de que os meus pensamentos não caiam no esquecimento. Com muita estupidez e parvoíce à mistura... Remember, I'm using YOU!